Indagaram-me sobre o amor... Sorri,
Como falar do que abafa a voz?
Do que cala a fala?
Do que se sentir, e impõe-nos a sua vontade?
Como dizer a forma que ele nos invade, nos arde?
Como materializar o etéreo, e viajar pelo mistério,
Que alcança distâncias infinitas,
Renasce em outras existências, se agita,
E se faz eterno, passeando por vindouras existências,
Rompendo em essência todas as amarras,
Destruindo todas as garras?
Como dizer de quem amo,
Sem que dos meus olhos,
Não brotem como abrolhos,
Lágrimas de saudades, de felicidades,
Fluidos de alegria, brilho que contagia.
Como falar?